Fase um: Manchas brancas
A primeira fase de uma cárie dentária começa quando aparecem áreas esbranquiçadas e opacas na superfície do dente, devido à perda de cálcio e à formação de placa. As bactérias da placa começam a metabolizar os açúcares dos alimentos consumidos. O desenvolvimento destes ácidos causa a deterioração do esmalte, um processo conhecido como desmineralização da superfície do dente. Nesta fase, a cárie dentária pode ainda ser reversível com o tratamento adequado, que deve ser analisado com o seu dentista: técnica de escovagem adequada, pasta de dentes com fluoreto e aplicação de um tratamento local de fluoreto.
Fase dois: Cárie do esmalte
Na fase dois de uma cárie dentária, o esmalte é danificado e a infeção progride para a camada subjacente à superfície do dente. Nesta fase, o processo natural de remineralização não tem capacidade de restaurar o esmalte e os minerais, causando uma lesão no interior do dente. À medida que a cárie progride, a superfície do dente corre o risco de rutura, que é irreversível. Em caso de rutura do dente, deve consultar imediatamente o dentista.
Fase três: Cárie da dentina
A fase três de uma cárie dentária é também designada por cárie da dentina. Se não for tratada, as bactérias e os ácidos continuam a destruir o esmalte e a lesão pode progredir até à dentina. A dentina é a parte do dente existente entre o esmalte e a polpa dentária. Quando a cárie atinge a dentina, o nível de dor começa a intensificar-se, podendo sentir uma dor aguda no dente infetado. Quando a subsuperfície de esmalte está enfraquecida devido à perda de cálcio e minerais de fosfato, o esmalte é destruído, formando-se uma cavidade. Nesta fase, o tratamento mais provável para restaurar o dente é uma obturação dentária.
Fase quatro: Invasão da polpa dentária
A polpa dentária é considerada o núcleo do dente. É constituída por tecidos e células vivas, conhecidos como odontoblastos. As células da polpa dentária produzem dentina, que age como tecido conjuntivo entre o esmalte e a polpa dentária. Se a polpa de um dente ficar infetada com bactérias, forma-se pus, que destrói os vasos sanguíneos e os nervos do dente. Isto é o que caracteriza uma dor de dentes, que poderá ser contínua. Nesta fase, o tratamento mais habitual é o tratamento do canal radicular.
Fase cinco: Formação de abcesso
A formação de um abcesso é a última fase de uma cárie dentária, sem dúvida a mais dolorosa. Quando a infeção atingir a extremidade da raiz, os ossos adjacentes correm também o risco de infeção. As gengivas e a língua ficam normalmente inchadas, o que pode afetar a fala e implicar o risco de outras doenças. Nesta fase, poderá ser necessário realizar uma cirurgia dentária adicional.
Fase seis: Perda do dente
Se a cárie não for tratada nas diferentes fases, pode haver perda do dente e necessidade de extração dentária.
Como prevenir a cárie dentária?
Existem estratégias de gestão da cárie dentária. O estabelecimento de um regime de cuidados orais que inclui as medidas preventivas abaixo, contribuirá para evitar as cáries dentárias.
- Cumpra um regime sólido de higiene oral: use pastas de dentes e elixires com fluoreto e realize a escovagem como um profissional, com uma escova de dentes elétrica. Um regime consistente de cuidados orais contribui para manter a saúde oral, sendo considerado a melhor medida preventiva das cáries dentárias.
- Evite uma alimentação com um elevado teor de açúcar, assim como o consumo de alimentos entre as refeições.
- Beber água também pode ajudar: manter um bom nível de hidratação pode contribuir para produzir saliva, para continuar a nutrir o esmalte dos dentes e limpar a boca.
- É claro que visitar o seu dentista para check-ups regulares contribuirá para prevenir as cáries e manter um nível adequado de cuidados orais.